sexta-feira, 16 de julho de 2010

CONHELA RIACHO FUNDO




No dia 13 de março de 1990, o Governo do Distrito Federal, dentro do programa de erradicação das invasões existentes na periferia da capital, criou um programa de assentamento. Famílias cadastradas na antiga SHIS, no Centro de Desenvolvimento Social (CDS) e os moradores da quarta avenida do Núcleo Bandeirante, Funcionários do G.D.F. no Governo Jose Aparecido de Oliveira/Roriz. Foram os primeiros moradores avirem desbravar o Cerrado e a Terra do Riacho Fundo. Logo apos fizeram parte desta iniciativa outros moradores como do Cruzeiro, Guará, Taguatinga e o Acampamento da Telebrasília – próximo ao Lago Paranoá – e de mas Regiões do D.F. originando as outras quadras na Granja Riacho Fundo. Dessa forma, comemora-se nesta data, o aniversário da cidade. A Granja, criada logo após a inauguração de Brasília, foi transformada em Instituto de Saúde Mental e faz parte da Área de Preservação Ambiental (APA).

O local possui uma grande contribuição ecológica, pois nele estão situadas nascentes de diversos córregos – incluindo o próprio córrego Riacho Fundo, que inspirou o nome da cidade – e onde são encontradas plantas e animais característicos. Com a promulgação da Lei n° 620 de 15/12/93, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o assentamento foi transformado na XVII Região Administrativa do Distrito Federal – RA XVII. Em 1994 foi aprovado o Decreto n° 15.441, de 07/02/94, que criou o parcelamento do Riacho Fundo II, que até 05 de julho de 2003 era subordinado ao Riacho Fundo I.
Geografia e Meio Ambiente a Oeste: Riacho Fundo II, Recanto das Emas, Samambaia e Taguatinga
Norte: Estrada Parque do Núcleo Bandeirante
Sul: RA Park Way
Leste: Núcleo Bandeirante.
O Riacho Fundo é tributário da Bacia Hidrográfica do Paranoá – desaguando inicialmente no Lago Paranoá, afluentes pela margem esquerda do Córrego do Guará e pela direita do Córrego do Ipê.
Área Urbana e Rural: O Riacho Fundo, que abrange o antigo Bairro da Telebrasília, atual QN 01, é formado pelas quadras Sul (QS), quadras Norte (QN), Área Central (AC) e pelo Setor de Oficinas e Pequenas Indústrias (QOF). A área rural abrange grande parte da Granja do Ipê, que concentra a Universidade da Paz, o Parque Vivencial e a Fazenda Sucupira. Aproximadamente 95% da população concentra-se na área urbana e 5% na área rural. A área urbana é abastecida por sistema de água potável feita pela CaesB, subestação de bombeamento do Rio Descoberto com 48.645 quilômetros de extensão e esgoto condominial em todas as quadras.
Relevo: O relevo é típico do planalto central, com ondulações acentuadas. A altitude máxima é de 1.230 metros na parte noroeste e oeste. A configuração é de vale, com desníveis acentuados e grotas no sentido do córrego Riacho Fundo e seus afluentes.
População: Segundo projeção do IBGE de setembro de 2008, a população atual do Riacho Fundo, incluindo a Colônia Agrícola Sucupira, aproxima-se de 40.478 (quarenta mil, quatrocentos e setenta e oito) habitantes.
Aspectos Sócio-Econômicos Cerca de 44% dos componentes das famílias do Riacho Fundo nasceram no Distrito Federal. Em seguida, apareceram os nascidos em Minas Gerais (11%), em Goiás (8%), no Piauí (6%), na Bahia (6%) e no Ceará (5%). Segundo uma pesquisa elaborada pela Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central (Codeplan), realizada em 1997, as regiões administrativas do Riacho Fundo, Gama e Candangolândia apresentam níveis intermediários de escolaridade se comparadas as demais regiões do Distrito Federal. Elas ficam logo abaixo de regiões de maior poder aquisitivo como Brasília, Lago Sul, Lago Norte, Cruzeiro e Guará.
Economia e Produção Agrícola Segundo a Emater – Agência de Desenvolvimento Local da Vargem Bonita – a produção agrícola da cidade é bem diversificada, principalmente para uma região administrativa considerada urbana.
Colônia Agrícola Kanegae:
Área Cultivada: 65ha
Cultura: hortaliças folhosas
Produção Anual: 5.850
Número de propriedades dessa cultura: 25
Número de produtores: 78 família
Geração de empregos: 147 empregos rurais.
Clima: O clima predominante na região é o tropical de altitude. O total de precipitação anual varia entre 1.180 mm e 2004 mm, sendo a média anual de 1.557 mm. As chuvas são sanzonais, sendo a maior concentração, 92%, entre os meses de outubro e abril. A estação seca ocorre de maio a setembro, quando a precipitação atinge os 8% restantes. A temperatura média é de 21,1°C, caracterizando o clima quente e tropical. A Unidade relativa do ar mantém-se com valores em torno de 77% de janeiro a abril, e atinge um mínimo de 48% em agosto. A velocidade média mensal dos ventos permanece praticamente invariável ao longo do ano, com valores de 1,47 m/s, em julho e 1,04 m/s, em março, tomados a 2 m de altura.

VARJAO

Varjão , por Roberto Rodrigues.

O Varjão localiza-se no extremo sudoeste do Setor Habitacional Taquari - SHTQ, próxima ao Setor de Mansões do Lago, numa área correspondente a aproximadamente 90,68 ha. Limita-se ao Norte e ao Leste pelo Setor Habitacional Taquari, ao Sul pela EPPR - Estrada Parque Paranoá e Ribeirão do Torto, a Oeste por Área Pública sem definição de projeto. Do ponto de vista físico, localiza-se na borda da vertente escarpada da chapada da Contagem, tendo formato irregular condicionado pelos obstáculos naturais, escarpas e o ribeirão do Torto.

Localiza-se na borda da vertente escarpada da chapada da Contagem, tendo formato irregular condicionado pelos obstáculos naturais, escarpas e o ribeirão do Torto.

Criação

Decreto de criação n° 13.132, de 19.01.91 que fixou a população no local, caracterizando um relativo controle no crescimento do Varjão e determinando a elaboração de um projeto urbanístico para a sua implantação definitiva.

- Tempo de ocupação - 36 anos

- Propriedade do terreno - 100% desapropriado

- População - 4.507 hab. (Contagem IBGE-1996)

7.650 hab. (Lev. SEDUH/SUMOR 2000)

- Distribuição por faixa etária: 0-14 anos: 41,21%

15-65 anos: 57,89%

acima de 65: 0,95%

- Densidade bruta - 40 hab/ha (Contagem IBGE-1996)

- Densidade domiciliar =o 3,46 hab/domicílio (IBGE - 2000)

- Lotes existentes (criados pelo Projeto URB 108/91 e efetivamente ocupados): 521.

- Área dos lotes residenciais - 112,5 a 160 m2

A População Economicamente Ativa (PEA), é composta por 57,7% de homens e 42,3% de mulheres, o que denota uma expressiva participação feminina. De algum modo, a chefia do domicílio parece estar diretamente associada à entrada no mercado de trabalho. No caso feminino, é interessante ainda ressaltar que mais da metade das ocupadas o fazem na condição de empregadas domésticas (50,4%). Além disso, a segunda maior incidência em termos da ocupação feminina está associada aos serviços de limpeza, que respondem pela absorção de 17% da PEA feminina ocupada.

Emprego doméstico e serviços de limpeza em conjunto, respondem por mais de 2/3 (67,4%, mais precisamente) da ocupação feminina, o que dá bem o perfil de prestação de serviços que se delineia para o Varjão, de acordo com os dados da pesquisa. Esse perfil é de todo modo reforçado quando se observa a força de trabalho masculina. A maior incidência aqui é as Construções Civis, que absorve 1/4 (ou 25,0%) dos ocupados do sexo masculino. Na segunda posição aparece os serviços de jardinagem, com 19%, destacando-se ainda a prestação de serviços em geral, com 13% dos homens ocupados.

A grande maioria dos ocupados, ou seja, 68,5%, têm como local de trabalho o Lago Norte. Este número por si só já denota a importância do Lago Norte como mercado consumidor, sobretudo de serviços.

Observa-se a existência de grupos de artesãos como p.e. a Art Varjão (fuxico), as bonecas da vovó, etc.

Habitação:

- 85% são unifamiliares.

- 86% possuem paredes de madeira.

- 22,5% possuem quatro pessoas por domicílio.

- Média de 3,46 (IBGE 2000) pessoas/domicílio

Infra-estrutura na área regular (implantada em 1991):

- 75,15% esgotamento sanitário.

- 82,62% abastecimento de água.

- 63% vias pavimentadas.

- Aproximadamente 100% tem iluminação elétrica. - 3 linhas de transporte coletivo.

As áreas hoje ocupadas irregularmente não possuem infra-estrutura e devem ser contempladas dentro do Programa Habitar Brasil! SID sendo estudadas no Projeto Integrado Vila Varjão, que definiu uma proposta de uso e ocupação do solo e demais projetos.

Serviços e equipamentos existentes

O Varjão conta com centro de saúde, escola de 1° grau, quatro creches, posto policial (atualmente desativado) e 02 quadras de esportes. A área é ainda atendida por três linhas de transporte coletivo (rodovia DF 005).

Equipamentos públicos

Centro de Saúde com 10 profissionais da área. Localiza-se na Qd. 05 Conj. A Lote 17 CEP: 70.540-400 Fone: 468 5773, Diretor Chefe: Wilton Rodrigues Resende. Hoje o Centro de Saúde tem uma média de 1.702 atendimento mensal, entre eles atendimento curativo, medição de pressão que gira em tomo de 830 atendimentos mensal, vacinas, etc. As especialidades que existem hoje no Centro de Saúde do Varjão são: Enfermagem, pediatria, clínica médica, ginecologista e obstetrícia.

Escola de Ensino Fundamental, Qd. 07 Lote 02 Área Especial CEP: 70.540 - 400, Fone: 468 4330. Diretora Geral da Escola: Maria das Graças de Oliveira. A escola de Ensino Fundamental do Varjão atende hoje 1.200 alunos até a 4ª série diariamente. Existe também o Ensino Especial de portadores de alguma deficiência. Á noite atende ao ensino fundamental de 1ª a 4ª série.

Estrutura Econômica

Embora os dados não sejam precisos, sabe-se que o mercado informal tem sido a altenativa de renda para uma parcela considerável da comunidade do Varjão. Pode-se considerar para a população local uma renda média de 3 salários-mínimos.

Considerando-se o mercado de trabalho próximo, proporcionado pelas comunidades do Lago Norte, Setor de Mansões e Asa Norte, com oportunidade de emprego condizente com o nível de qualificação profissional da população em questão, domésticas, pedreiros, etc, essa proximidade representa uma significativa economia com transporte, que aliado ao aluguel barato, torna o Varjão um local altamente atrativo e acessível ao nível de renda e ao padrão sócio-cultural da população ali assentada.

Aspectos Culturais

A população do Varjão, como todo DF, é constituída predominantemente por imigrantes nordestinos que mesclam alguns hábitos e costumes do Centro-Oeste àqueles de outras regiões. De qualquer forma, a predominância da influência cultural nordestina é evidente não só na alimentação e na linguagem, mas também nos hábitos e manifestações culturais e religiosas.

Dentre as manifestações culturais mais tradicionais encontradas, destacam-se a Festa do Imigrante e a Festa Junina. Realizadas em vários locais da comunidade durante todo o mês de junho, estas festas apresentam danças típicas e venda de comidas: bolo de mandioca, tapioca, canjica, churrasquinho, quentão, feijoada, galinhada, entre outras.

A Festa do Imigrante é realizada pela Igreja Católica com a participação dos Grupos de Jovens e dos Encontreiros (encontros de casais) e pelas Escolas do Varjão e do Lago Norte.

Quanto à religiosidade, observa-se a presença de 14 templos evangélicos e 01 igreja católica, sendo 09 igrejas instaladas em lotes regularizados. O número expressivo de templos religiosos é um indicador importante acerca da vocação religiosa da população local, além da importância do espaço religioso como alternativa da socialização comunitária.

O esporte amador, sobretudo o futebol, é muito significativo no Varjão e assunto de destaque.

Quanto aos grupos musicais existentes, são divididos em quatro áreas distintas: Grupos Musicais: 04 Grupos de Rap: 06 Grupos de Teatro: 02 Cantores / Bandas: 03.

Espaços Públicos de Lazer

- Parque Ecológico e Vivencial Varjão

O Parque Ecológico e Vivencial Varjão, cuja delimitação a cargo da Comissão de Parques Ecológicos - COMPARQUES do DF (criado pelo Decreto 21063 de 14/03/2000), está sendo definida, configura um cinturão natural que margeia o assentamento com as áreas ambientalmente sensíveis do vale fluvial do córrego do Torto. Os objetivos do Parque estão delineados na Lei Complementar 265/99. De modo específico pretende assegurar a manutenção da mata ciliar do Torto e proporcionar novas áreas de lazer à população e ser utilizado como instrumento no processo de conscientização ambiental e sanitária da comunidade.

Sua delimitação, aqui apresentada preliminarmente, abrange uma área de 29 hectares.

ASPECTOS FUNDIÁRIOS

Situação Atual

A área da Vila Varjão encontra-se em terras desapropriadas e incorporadas ao patrimônio da TERRACAP. De acordo com informações da TERRACAP, o Varjão localiza-se na antiga Fazenda BREJO ou TORTO, desmembrada do Município de Planaltina e incorporada ao território do Distrito Federal, na 1ª gleba do quinhão.

Organizações Sociais:

- POLíTICAS: Associação de Moradores; Grupo Pró-Varjão

- EMPRESARIAIS: Associação de Micro-empresários; Associação dos Quiosqueiros; Cooperativa dos Trabalhadores do Varjão; Representação dos Oficineiros da Vila Varjão, Art Varjão.

- ESPORTIVAS: Liga Desportiva do Varjão;

- CULTURAIS: Grupo de Capoeira Mandinga do Brasil, Galera dos matutos

- ASSISTÊNCIA SOCIAL: Pastoral da Criança; Conselho do idoso; Comissão Especial Evangélica; Creche Tia Angelina, Casa São José, Creche da Núbia, Creche da Tia Antônia, Associação das Mulheres, Associação dos Deficientes e Associação dos Carroceiros.

Candangolândia o começo

Inaugurado Ponto de Encontro Comunitário da Candangolândia


A origem da cidade se confunde com início da epopéia da construção da nova capital brasileira, uma vez que a Candangolândia abrigava os pioneiros que trabalharam na construção da cidade. O primeiro acampamento foi construído em 1956 pela Novacap, criado pelo presidente Juscelino Kubitschek, abrigando a sede da empresa, um caixa forte para fazer o pagamento dos salários dos operários, um posto de saúde, um hospital, um posto policial, dois restaurantes – o da Novacap e o dos Serviço de Alimentação Popular, SAPs, uma escola para os filhos dos pioneiros, além das residências para as equipes técnicas e administrativas da Novacap. Havia também um outro acampamento que abrigava cerca de 1.200 funcionários, que ficaram conhecidos como candangos, por trabalharem na construção de Brasília. O termo candango surgiu com os africanos trazidos ao Brasil como escravos e servia para designar os portugueses que os maltratavam. Com o tempo, o significado mudou, passando a ser usado para nomear os trabalhadores que vinham de outras regiões, caso da construção de Brasília, que trouxe operários de outros lugares, principalmente de Estados do Nordeste. Em 1989, a Candangolândia tornou-se uma cidade. Em 27 de janeiro de 1994, por meio da Lei n° 658 recebeu a denominação de Região Administrativa XIX, fixando-se o dia 3 de novembro como data oficial de sua fundação.

CIDADES SATELITES

Brazlândia
Buriti
Candangolandia
Ceilândia 1
Ceilândia 2
Cruzeiro
Gama
Guará
Lago Norte
Lagoa Sul
Núcleo Bandeirante
Planaltina
Recanto da Emas
Riacho Fundo
Samambaia
Santa Maria
São Sebastião
Sobradinho
Taguatinga
Varjão

PONTOS LEGAIS

Brasilia 1
Brasilia 2
Guia Brasilia
Jardim Botânico
Memorial JK
Zoológico de Brasilia

Brasilia
Largo
Setor Sudoeste